terça-feira, 24 de março de 2015

Por que terroristas cortam cabeças?

Vídeo que mostra a decapitação do refém japonês Kenji Goto. Crédito Reprodução

Por Diogo Bercito para o Mundialíssimo da Folha de São Paulo.

A organização terrorista Estado Islâmico, que controla um extenso território entre a Síria e o Iraque, divulgou no sábado o vídeo da decapitação do japonês Kenji Goto.

As imagens, publicadas como “mensagem ao governo japonês”, mostram cenas que infelizmente se tornaram frequentes: um militante mascarado cortando a cabeça de um refém ajoelhado, vestido de laranja. Foi assim com o jornalista americano James Foley e também com anônimos que nunca se tornaram notícia, apesar de ter sofrido a mesma violência (há um verbete da Wikipedia específico para esses assassinatos).

(Atualização: a mesma organização terrorista divulgou nesta terça-feira, 3 de fevereiro, imagens de um piloto jordaniano sendo queimado vivo. O ato segue a mesma lógica descrita aqui, em termos de atrair a atenção externa).

A primeira reação às imagens parece ser descrevê-las como “brutais”, “bárbaras”, “selvagens”. Mas, como este Mundialíssimo blog não acredita em gestos sem significado, vamos ao que está atrás do corte de cabeças. Começamos, então, como de praxe. Uma pergunta.

O Estado Islâmico inventou a decapitação de reféns?
Não. É uma mensagem já antiga e eficiente, entre organizações terroristas. O caso mais marcante é o do jornalista americano Daniel Pearl, decapitado pela Al Qaeda no Paquistão (a história virou filme com a atriz Angelina Jolie em 2007, “O Preço da Coragem”).


Por que o Estado Islâmico corta as cabeças?
O primeiro fator é psicológico. A conquista de Mosul pelo Estado Islâmico no ano passado, antes da instituição de seu “califado”, ocorreu afinal após a retirada do Exército iraquiano. Relatos dão conta do temor propagado pela organização terrorista, entre soldados locais. Apresentar-se como um grupo violento e sádico ajuda, nesse sentido, a garantir vitórias ao Estado Islâmico.


Funciona também como propaganda?
Se pergunte quando foi a última vez que um carro-bomba virou manchete. Eu estive no Iraque recentemente e, mesmo em Bagdá, as notícias de atentados eram lidas com desinteresse. Leitores estão anestesiados, e esses ataques já não têm impacto em uma estratégia de propaganda. As decapitações, por outro lado, recebem uma atenção brutal: a cada refém ocidental morto pelo Estado Islâmico, a organização terrorista ganha as manchetes no mundo inteiro.


Os muçulmanos são bárbaros!
Bem, a decapitação não é exatamente desconhecida no Ocidente. Lembra da guilhotina? Ela era usada até 1977 para cortar cabeças na França, como punição. Não vale a pena ceder a esses julgamentos velozes de que “os árabes são menos desenvolvidos”, porque essa não é a questão estratégica nessa história.


Mas há consenso entre terroristas para decapitar sua vítimas né?
Não. Na verdade, o contrário. Hamas e Hizbullah, por exemplo, não recorrem ao gesto (o que não quer dizer que não sejam violentos). De acordo com um texto publicado pelo “Washington Post”, Ayman al-Zawahiri, líder da Al Qaeda, pediu à franquia iraquiana da organização terrorista que parasse de cortar cabeças. “Muçulmanos nunca vão achar que as imagens são aceitáveis”, disse.


Então não há relação entre islã e decapitação?
Não foi isso o que eu disse. Há na verdade uma referência histórica no Alcorão, o livro sagrado do islã. Um estudo de 2005 cita um trecho que fala em atacar o pescoço de infiéis. Teologicamente, a mensagem teve força ao longo dos séculos. Mas, é claro, isso não significa que o islã equivalha a cortar cabeças. A imensa maioria dos seguidores dessa religião condena a violência. O Estado Islâmico é um grão dentro da diversidade islâmica, e sua visão é das mais radicais.

Quem está cortando as cabeças?

Não se sabe. Mas se imagina que em parte dos casos seja o mesmo homem, apelidado “John jihadista”. Acredita-se que ele seja britânico.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O homem que sobreviveu a duas bombas atômicas


Em 9 de agosto de 1945, Tsutomu Yamaguchi teve a sorte que faltou a cerca de 70 mil japoneses. Três dias antes, ele já havia escapado do destino trágico que outros 100 mil tiveram. Em japonês, a expressão nijyuu hibakusha é usada para definir os sobreviventes de um dos ataques por bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki. Tsutomu Yamaguchi sobreviveu às duas.
Em Hiroshima, o primeiro ataque
Yamaguchi trabalhava em uma fábrica em Nagasaki e, em 1945, mudou-se para Hiroshima para fazer negócios. No dia 6 de agosto pela manhã, estava saindo da cidade com dois amigos quando percebeu que havia esquecido um objeto em seu escritório. Retornou. Com o objeto em mãos, estava retornando para a estação de metrô onde iria reencontrar os amigos quando, às 8h15, viu um clarão tomar conta de tudo. Estava a cerca de 3km de onde a bomba Little Boy caiu. Ele foi vítima de expansão de energia. Temporariamente, não enxergou nada, não ouviu nada e sentiu que estava com o lado esquerdo do corpo todo queimado. Mas ainda estava vivo.
Era preciso continuar e Yamaguchi foi buscar seus amigos, de que não havia tido notícias desde que os deixara na estação pela manhã. Eles também haviam sobrevivido. Com os amigos, resolveu passar a noite em um abrigo antes de, no dia seguinte, retornarem para se recuperarem melhor em Nagasaki.
Em Nagasaki, novamente atacado
Quando chegou à Nagasaki, no dia seguinte, ele começou a tratar de seus ferimentos. Dois dias depois, em 9 de agosto, decidiu voltar ao trabalho. Às 11h, pouco depois de retornar à fábrica, estava conversando com seu supervisor, contando o drama que havia passado em Hiroshima. De repente, novamente a 3 km de distância, outra bomba atômica explodiu. Era a Fat Man. Dessa vez, Yamaguchi não sofreu qualquer ferimento físico. Mas não escapou de um trauma psicológico que o deixou com febre por dias.


Acredita-se que outras 164 pessoas tenham sobrevivido aos dois ataques nucleares. Tsutomu Yamaguchi é um dos mais conhecidos, graças ao documentário Niju Hibaku, que narra sua história. O japonês faleceu em 2010, aos 93 anos de idade, vítima de câncer de estômago.

domingo, 1 de julho de 2012

Unidade 731 de Experiências para Armas Biológica


A Unidade 731 foi uma unidade secreta de pesquisa e desenvolvimento da guerra biológica do exército imperial japonês que utilizou seres humanos em experiências secretas durante a Segunda Guerra Mundial e Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-1945).
A Unidade 731 ficava localizada no distrito de Pingfang, na cidade de Harbin, no estado fantoche de Manchukuo (nordeste da China). Foi responsável por alguns dos crimes de guerra na China e outros países da Ásia, numas das maiores atrocidades realizadas pelo exército imperial japonês.
Suas atividades permaneceram em segredo sob o conhecimento do governo japonês e governo norte-americano, vindo a tona a verdade em 1989 com a descoberta de cadáveres no subsolo da cidade de Tóquio por operários.
Sendo impossível ocultar por mais tempo a verdade, muitos fatos foram levados ao público e vítimas deixam o estado de silêncio e deram seus depoimentos sobre a unidade 731, muitas das quais são soldados norte-americanos que foram cobaias em experiências sob o comando general Shiro Ishii, oficial do exército de Guangdong.
Foi denominada oficialmente Departamento de prevenção de epidemias e purificação de água (関東軍防疫給水部本部 Kantōgun Bōeki Kyūsuibu Honbu) do exército de Guangdong, originalmente sob comando da Kempeitai (polícia militar). Foi ajustada às políticas, ideologias e seções da kempeitai da pré-guerra japonesa no Pacífico. Significou se opôr a ideologia e influência política dos inimigos, e reforçar a ideologia de unidades militares.
Abaixo algumas fotos dos experimentos realizados na Unidade:

 Experimento de Hipotermia.

Prisioneiros de Guerra Chineses sendo enterrados vivos.


Corpo Humano sendo dissecado.



Existem imagens mais fortes, porém, não achei prudente postá-las aqui, mas de qualquer forma elas podem ser vistas no Google Imagens.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A Origem do Cartaz Keep Calm and Carry On


Keep Calm and Carry On ("Tenha calma e siga em frente", em tradução livre) foi um cartaz motivacional, de criador desconhecido, produzido pelo Governo do Reino Unido em 1939 durante o início da Segunda Guerra Mundial para ser usado somente se os nazistasconseguissem invadir a Grã-Bretanha. O cartaz foi distribuído apenas em número limitado, portanto não ficou muito conhecido na época. Em 2000, uma cópia deste cartaz foi redescoberta na Barter Books, um sebo na cidade de Alnwick, na Inglaterra. A criação agora está em domínio público e tem sido reproduzida por várias empresas e utilizada como tema decorativo para diferentes produtos

Havia apenas dois exemplos originais fora dos arquivos do governo, até que uma coleção de 20 originais foi levada ao programa de televisão Antiques Roadshow em 2012, pela filha de um ex-membro da Royal Observers Corps, uma organização de defesa civil da Grã-Bretanha. O criador do cartaz não é conhecido.



O cartaz foi inicialmente produzido pelo Ministério da Informação da Grã-Bretanha, em 1939, durante o início da Segunda Guerra Mundial. Foi destinado a ser distribuído de forma a reforçar o moral em caso de um desastre de guerra. Mais de dois milhões e meio de cópias foram impressas, embora o cartaz tenha sido distribuído apenas em número limitado.


O cartaz foi o terceiro de uma série de três. Os dois primeiros cartazes da série que traziam os dizeres "Your Courage, Your Cheerfulness, Your Resolution Will Bring Us Victory" ("Sua coragem, sua alegria, sua determinação nos trarão vitória", em tradução livre), com 800.000 impressões, e "Freedom is in Peril, defend it with all your might" ("A liberdade está em perigo, defenda-a com toda sua força", em tradução livre), com 400.000 impressões, foram emitidos e utilizados em todo o país para fins de motivação, já que o Ministério da Informação imaginou que as primeiras semanas da guerra seriam desmoralizantes para a população. O planejamento para os cartazes começaram em abril de 1939. Em junho os designs foram montados, e em agosto de 1939 eles já estavam a caminho para a impressão, para serem colocados dentro de 24 horas antes do início da guerra. Os cartazes foram concebidos para ter um padrão uniforme, tendo um design associado ao Ministério da Informação, com uma tipografia única e reconhecível, como uma mensagem do rei ao seu povo. O ícone de uma coroa foi escolhida para ficar no topo do cartaz, ao invés de uma fotografia. Os slogans foram criados por funcionários públicos, sendo o funcionário Waterfield criador do "Your Courage", como um "Grito de guerra que trará o melhor de nós e nos colocarão em um estado mental ofensivo de imediato". Estes cartazes foram pensados como "uma declaração de dever para o cidadão", desprovidos de imagem, para serem acompanhados por designs mais coloquiais. O cartaz "Your Courage" foi muito mais famoso durante a guerra e foi o primeiro a ser feito e distribuído. A imprensa, com medo da censura, se resguardou, e por este motivo muito do material relativo a estes cartazes foram mantidos em arquivos.



Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 21 de maio de 2012

5 Armas Alternativas Impressionantes

A pólvora tem sido a principal responsável pelo poder das armas de fogo desde que foi inventada séculos atrás. Muitos avanços no material bélico aconteceram deste então, mas o pó explosivo ainda continua presente em quase todas as armas usadas na prática.
Porém, existem vários outros métodos capazes de lançar projéteis de forma bastante eficiente, sendo que muitos deles têm capacidade para, finalmente, aposentar a pólvora. Continue acompanhando este artigo especial do Tecmundo e confira algumas das armas alternativas mais impressionantes da atualidade.

Railgun


A primeira da nossa lista já é uma velha conhecida entre os jogadores dos games de tiro em primeira pessoa. No video game, a “railgun” costuma se destacar por oferecer muito poder de destruição com tiros preciso de projéteis que viajam a velocidades altíssimas.

Railgun fictícia mostrada no filme Transformers 2 (Fonte da imagem: Divulgação/Paramount Pictures)

Já no mundo real, a railgun até é completamente concebível, mas alcançar os mesmos resultados mostrados na ficção tem se mostrado um desafio e tanto. A tecnologia não é nova, sendo que um protótipo até foi proposto pelos nazistas para uso na Segunda Guerra Mundial, mas ele não chegou a ser construído.
Este tipo de arma usa eletricidade em vez da explosão da pólvora para lançar projéteis. A ideia é simples: criar um forte campo eletromagnético ao redor de dois trilhos metálicos, sendo que o projétil age como um a ponte de ligação entre eles e é impulsionado para frente.



O grande problema a ser superado é suprir o dispositivo com toda a enorme quantidade de energia que ele precisa para fazer disparos na velocidade pretendida. Atualmente, a Marinha dos Estados Unidos tem conduzido um projeto que tem como objetivo desenvolver uma railgun completamente funcional para ser usada em navios (vídeo acima).

Coil gun (ou “Gaussgun”)


Assim como a railgun, a arma de bobina também utiliza um campo eletromagnético para lançar projéteis a uma grande velocidade, com a diferença de que usa bobinas ao longo de um cano. Este tipo armamento também é bastante explorado em video games e até conta com vários projetos reais, como o protótipo caseiro mostrado no vídeo abaixo.






Normalmente, coilguns usam grandes acumuladores de descarga rápida para alimentar as bobinas, como os capacitores de alta-tensão usados em TVs de tubo. Mais uma vez, o grande desafio é conseguir a enorme quantidade de energia requerida para acelerar o projétil, o que quase sempre envolve capacitores pesados e um bom tempo para a recarga antes de cada disparo.

Arma de vórtice


A arma de vórtice, também chamada de “vortex gun”, tem um propósito muito menos destrutivo. Este tipo de armamento não letal lança um anel de gás de alta velocidade em uma única direção.


Como o jato teria força suficiente apenas para derrubar uma pessoa sem causar lesões, várias forças policiais estudam empregar a arma de vórtice no controle de vândalos e multidões agressivas.

Laser incinerator


Armas lasers têm estado presentes na ficção desde o início do cinema, ainda assim, são poucos os produtos que realmente empregam a tecnologia como um armamento na prática. Mas isso pode mudar muito em breve.



Dois projetos com o investimento do Departamento de Defesa dos Estados Unidos têm como objetivo trazer o poder do canhão de laser para a realidade. O primeiro deles já está em fase experimental em navios da Marinha e, a princípio, o laser de 15 quilowatts seria usado para incendiar o motor de embarcações durante missões de apreensão. O objetivo final é estender o poder do laser para 100 kW, suficiente para causar um grande estrago em navios maiores.

(Fonte da imagem: Divulgação/BAE Systems)

O segundo deles envolve o mesmo conceito sendo aplicado no ar. A empreitada também já está em fase de testes práticos e tem como objetivo usar um laser montado em um Boeing 747 como sistema de proteção contra mísseis balísticos.


Raio solar da morte


Não chega a ser uma arma propriamente dita, mesmo assim, esse simples dispositivo constituído apenas por um espelho tem potencial para incendiar muitos objetos. A ideia é incrivelmente simples: um grande espelho côncavo que reflete toda luz solar coletada para uma pequena área de poucos centímetros





O resultado é um raio solar forte o suficiente para atear fogo em madeira quase que instantaneamente. Ainda não se tem notícias de projetos que podem transformar a ideia em uma arma, porém vários vídeos no YouTube demonstram como a “parabólica da morte” pode ser divertida, especialmente para os piromaníacos.

Fonte: TecMundo

domingo, 20 de maio de 2012

10 Ousados Projetos da CIA



A Agência Central de Inteligência, a CIA foi criada em 1947 e desde então vem fazendo de tudo ( de tudo mesmo) para que os interesses do governo dos EUA sejam alcançados. Eles não medem esforços, gastam rios de dinheiro e não tem o menor grau de ética para atingir seus objetivos.  No entanto, as vezes, nem tudo sai como esperados e esses projetos bizarros acabam sendo revelados ao público. Esses foram os 10 projetos e operações mais bizarras que foram revelados ao público mediante documentação, sendo assim comprovados sua veracidade. Confira:


10. PROJETO STARGATE


Você sempre escuta a palavra farsa acompanhando qualquer fenômeno sobrenatural. Em especial, o governo vive negando qualquer evento que “comprometa” a integridade mental coletiva. O maior fanfarrão da História, o governo dos EUA, é um desses. Nega o quanto pode…até que um dia a realidade aparece. Entre os anos 70 e 80, o governo estadunidense negou a existência de pessoas com poderes psíquicos e o investimento voltados para essa área. E foi assim, até que em meados do ano de 2001, documentos sigilosos vieram a publico e o Projeto StarGate foi descoberto.


O projeto de mais de $20 milhões de doláres, Stargate era um termo geral usado para descrever um grande número de experiências e investigações psíquicos empreendidas pelo governo dos E.U.A entre os anos 70 e o 90. O maior objetivo do Projeto Stargate foi investigar a possibilidade de existir pessoas com poderes psíquicos, entre os quais, o principal alvo era a “visão remota”, que é a habilidade psíquica para acompanhar os acontecimentos através de grandes distâncias. Segundo os arquivos, o objetivo do programa era desenvolver a clarividência controlada. Pretendiam conseguir esse feito através de pesquisas com suas cobaias, pessoas que supostamente dominavam algo que atualmente é bem conhecido, Projeção Astral.


Com isso eles poderiam prever eventos futuros e ler documentos escondidos. Outra finalidade era a militar, pois esses poderes dariam uma vantagem imensa sobre o inimigo. Embora alguns participantes afirmassem ter previsto corretamente eventos principais do mundo como ataques e situações militares importantes, o programa concluiu que telepatas visualizadores ainda estavam errados quase 80% do tempo. Com um índice tão inferior, visto que apenas alguns candidatos dos milhares utilizados no projeto correspondiam as expectativas e com o governo cortando gastos, decidiram por um fim no bizarro projeto em 1995. Os documentos que eram para ser arquivados acabaram nas mãos e erradas e cá estamos nós comentando sobre…

9. GATO ACÚSTICO


A maioria das pessoas não pensaria no gato de casa comum como sendo um mestre em potencial da espionagem, mas a CIA o fez. Nos anos 60, a inteligência americana é dita ter gastado cerca de $20 milhões “na vaquinha acústica,” um projeto top-secret que usa gatos como dispositivos de gravação. O projeto envolveu um grupo de gatos especialmente treinados e implantou cirurgicamente microfones, antenas e baterias em suas caudas, e os colocou então prontamente perto da embaixada russa. A idéia era que um gato despretensioso pudesse se aproximar dos grupos de oficiais comunistas e escutar sua conversação, que poderia então irradiar de volta aos agentes com seu equipamento de rádio sofisticado. O plano foi finalmente posto em ação, mas o primeiro gato enviado para o campo foi supostamente atropelado por um táxi antes que ele pudesse fazer uma gravação e a operação “Acoustic Kitty” foi abandonada pouco tempo depois.

8. OPERAÇÃO MOCKINGBIRD


Um dos programas mais ambiciosos já lançados pela CIA foi a operação Mockingbird, um projeto de propaganda que foi implementado no início dos anos 1950. Foi uma grande empreitada que uniu uma considerável quantidade de agentes da CIA e 3.000 colaboradores na tentativa de ganhar algum controle sobre a imprensa livre, alimentando alguns grupos de repórteres e de informação através de jornais em casa e no exterior para filtrar os tipos de histórias que iriam para o público. No seu auge, o programa incluía escritores para o New York Times, Newsweek, Time Magazine e entre as suas fileiras, e foi dito ter uma influência significativa sobre cerca de 25 jornais de grande circulação. O programa teve um grande impacto no exterior, bem como teve uma função importante, ajudando a influenciar a opinião pública na corrida para a eventual derrubada do presidente esquerdista da Guatemala.A operação Mockingbird continuou a ter um grande efeito na mídia mundial ao longo dos anos 50, e foi até os anos 60 quando uma série de relatos de jornalistas investigativos do programa trouxe à luz. Essa operação, que já dispôs de outros nomes, não foi encerrada, tendo em foco que apenas trocou de nome pela exposição. Pode ainda estar em ação, quem dúvida disso?


Sua base é a implementada na Psicologia das Massas (em uma linguagem e bastante vaga, estuda entre dezenas de características do comportamento humano, o potencial que este tem de se tornar um “maria-vai-com-as-outras”) e pretende manter a população sobre controle influenciando sua opinião. O que me faz pensar: Tantas redes sociais…quantas delas tem a mão invisível da CIA manipulando ?

7. OPERAÇÃO GOLD


Uma das operações de inteligência mais audaciosas da Guerra Fria foi a Operação Ouro de 1953, que foi um esforço em conjunto entre a CIA e o MI6 britânico para invadir as linhas telefônicas do quartel-general soviético em Berlim Oriental. Isto exigiu a construção de um túnel de 450 metros maciços longos que se cruzam com uma junção de telefone subterrâneo. 


Até preparar o túnel levou seis meses, e envolveu um montante substancial de risco e subterfúgios. Mas quando ele foi feito, a CIA começou a gravar com cuidado até 50.000 conversas telefônicas ao longo de quase um ano. O problema? Uma “toupeira” de inteligência britânica deixou vazar para a KGB informações sobre a Operação Ouro antes do túnel ser concluído, e assim os soviéticos “alimentaram” os agentes com falsas informações o tempo todo. Em 1956, os soviéticos invadiram o túnel e desligaram tudo, e a operação acabou por provocar um clima tenso entre as comunidades de inteligência americanas e britânicas.

6. OPERAÇÃO NORTHWOODS


No início dos anos 1960, quando a Guerra Fria estava no auge e o medo do comunismo era galopante, um plano chamado Operação Northwoods foi proposto dentro da CIA norte-americana. Em suma, ele apelou para o governo que realizasse uma série de ações terroristas violentas nas cidades dos E.U.A. (lembrou de alguma coisa? O 11 de setembro talvez…) incluindo atentados, seqüestros, motins falsos, e de sabotagem, que poderiam então ser atribuídos a Cuba. Isso iria angariar apoio para uma guerra contra os comunistas e levaria a uma eventual operação militar para eliminar Fidel Castro do poder. O plano foi elaborado e assinado pelo Chefe de Estado e apresentado ao presidente John F. Kennedy, que pessoalmente rejeitou, e foi posteriormente abandonado. Por muitos anos depois, a Operação Northwoods existiu como um rumor, mas foi finalmente revelada como sendo verdade quando os documentos ultra-secretos que descrevem o plano foram tornados públicos em 1997. A história foi instantaneamente abafada na imprensa e como era de se esperar, houve um protesto aqui, outro ali e logo foi esquecido. Mas é uma prova mais do que cabal do que eles são capazes de fazer para iniciar uma Guerra contra qualquer povo que vá contra seus interesses.

5. PROJETO PIGEON


Um dos programas mais aparentemente absurdos militares de todos os tempos ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando o famoso psicólogo comportamental BF Skinner foi convocado pelo governo para tentar treinar pombos para uso em um sistema de orientação de mísseis. Na época, Skinner era conhecido como um dos maiores praticantes do condicionamento operante de um sistema de recompensa e punição utilizado como meio de controlar o comportamento, responsavel pelo famoso experimento que leva o seu nome, a Caixa de Skinner (Lost, segunda temporada, lembra?). Com estas idéias em mente, Skinner colocou uma série de pombos treinados especialmente dentro de mísseis. Uma câmera na frente do míssil gravava o seu trajeto de vôo, que era então projetada em uma tela para o pombo poder ver. As aves foram treinadas para reconhecer o alvo do míssil, e iriam bicar a tela se ele fosse perdendo o rumo. Esta informação foi alimentada aos controles da arma de vôo, que passaria então a ser alterado para refletir as novas coordenadas. Foi dado a Skinner originalmente U$ 25,000 para começar o projeto em funcionamento, e ele realmente conseguiu fazer alguns progressos menores com ele. Mas funcionários do governo nunca foram completamente capaz de aceitar o absurdo evidente do programa, e que acabou por ser encerrado.

4. OPERAÇÃO MIDNIGHT CLIMAX


No início dos anos 60, a cultura jovem da América foi a primeira a começar a experimentar as drogas alucinógenas como o LSD, assim como a CIA. Operação Midnight Climax foi uma das tentativas de governo mais ridícula e ilegal para testar as possíveis utilizações de drogas como o ácido para administrar os cidadões menos confiaveis. O programa foi executado a partir de uma seleção de safehouses, em Nova York e na Califórnia. As prostitutas eram usadas para atrair os jovens para as casas, quando chegavam era dada comida ou bebida com LSD e outras drogas e levados a uma sala com um espelho duplo, onde o seu comportamento podia ser observado e então os “testes” eram feitos (sabe-se lá o que era, já que os arquivos não estavam completos). Midnight Climax foi essencialmente um programa experimental projetado para monitorar os usos de possíveis táticas com drogas psicotrópicas e chantagem sexual, mas mesmo dentro da agência era controversa, e foi encerrada depois de apenas alguns anos. A maioria dos arquivos relacionados à operação foram destruídos, mas alguns sobreviveram, e no início dos anos 70 os arquivos de Midnight Climax e muitos outros programas ilegais da CIA foram trazidos ao público em um famoso artigo do New York Times.

3. OPERAÇÃO MONGOOSE


No início dos anos 60, Cuba comunista se tornou um dos principais campos de batalha da Guerra Fria, e seu presidente Fidel Castro passou a ser considerado uma das figuras políticas mais perigosas do mundo. Após as primeiras tentativas fracassadas de derrubar Fidel Castro, a CIA instituiu a Operação Mongoose, que era uma guerra secreta de sabotagem e propaganda destinadas a eliminar o líder cubano do poder. A operação Mongoose tinha um alcance extremamente amplo, e incluia planos de ataques falsos sobre os exilados cubanos, fornecer armas a grupos de oposição, e destruir culturas de cana de açúcar de Cuba.
Eles também incluiram várias tentativas de assassinar ou de desacreditar Castro na imprensa, cada uma das quais foram mais elaboradas e mais ridículas do que a anterior. 


A Agência considerava, entre outras coisas, fornecer charuto envenenado a Fidel, plantar explosivos disfarçados como conchas em seus pontos favoritos de natação, injetar um produto químico mortal através de uma agulha hipodérmica disfarçada de caneta, entre outros. Ainda mais estranhas eram as plantas para desacreditar Castro no olhar do público, que incluia uma proposta para pulverizar um estúdio da TV com os alucinógenos antes de um dos discursos televisivos do líder, e mesmo em plantar produtos químicos em sua roupa que faria com que sua barba famosa caísse.


O desastre da Operação Mongoose e a tensão aumentando com a Crise dos Mísseis Cubanos fizeram a operação ser colocada em espera. Como na sequência houve um acordo entre Kennedy e os soviéticos, a operação foi abandonada.

2. PROJETO MKULTRA


Um dos mais assustadores programas governamentais e a base para inúmeras teorias da conspiração, MKULTRA foi um programa da CIA ultra-secreto que começou no início dos anos 50, e incluiu experimentos de “interrogatório químico” e controle da mente. MKULTRA foi um plano que buscava o uso de drogas, estresse psicológico, métodos de interrogatório bizarros, controle de comportamento, e até mesmo alterar algumas funções cerebrais.


Atualmente, grande parte das informações sobre o projeto continua em segredo, mas o que se sabe é que o programa envolveu experimentos em cidadões frequentemente, muitas vezes sem o seu conhecimento ou consentimento das pesquisas em qual era cobaia para descobrirem se certos medicamentos poderiam ser usados como soros da verdade.


Isso incluía grandes doses de LSD, anfetaminas, e mescalina, bem como terapia de choque. Em alguns casos, os indivíduos foram supostamente mantidos com ácido por 77 dias seguidos, na tentativa de testar os efeitos da exposição prolongada à droga. Existem muitas teorias conspiratórias sobre os verdadeiros objetivos do projeto, com alguns dizendo que era um programa para criação de zumbis assassinos através de controle mental e lavagem cerebral, soldados sem raciocínio que seguiriam qualquer ordem sem analisar a moral ou o risco da mesma. Algumas informações sobre MKULTRA foram trazidas ao publico no início dos anos 70, quando notícias sobre abusos de poder da CIA chegaram a uma comissão no Congresso. O projeto foi posteriormente desligado, mas muitas pessoas afirmam que programas similares da CIA ainda existem até hoje.

1. INVASÃO DA BAÍA DOS PORCOS


O maior absurdo da CIA, foi a invasão da baía porcos em 1961. o programa foi um dos primeiros e mais ousados entre as tentativas de derrubar o comunista cubano Fidel Castro, mas também foi a mais desastrosa entre todas elas. Tudo começou em 1960, quando a CIA, sob a autorização do presidente, começou a planejar uma tentativa de derrubar o governo cubano. A fim de eliminar qualquer ligação com os E.U.A, o ataque foi efetuado com um exército de exilados cubanos treinados pela CIA. Após uma série de ataques aéreos de distração, em 17 de abril de 1961, um grupo de tropas anfíbio desembarcaram em uma praia na Baía dos Porcos e começou a descarregar mais de 1.300 guerrilheiros exílados. O plano era que eles se encontrassem com um pequeno grupo de pára-quedistas e abandonar a praia pouco depois da sua chegada, mas desde o início o seu plano foi um grande desastre.


Para começar, a inteligência cubana já tinha conhecimento da invasão planejada, e isso significava que, quando as tropas desembarcaram foram imediatamente recebidas sob ataque. Para aumentar os problemas, o mau tempo, os recifes de coral, e os pântanos cubanos destruiram rapidamente a maioria dos seus equipamentos. Ao todo, cerca de 2.000 cubanos morreram durante a invasão, pouco mais de 100 membros do exército de exilados foram mortos em ação. Os 1.200 restantes foram capturados e presos, e alguns deles foram posteriormente executados sob as ordens de Castro. Mais de um ano depois, o resto foi liberado em troca de US$ 53 milhões em alimentos e medicamentos para o povo cubano. 


Os efeitos da Baía dos Porcos foram profundos. Vários oficiais americanos renunciaram por envolvimento no mesmo, e muitos têm creditado o aumento da resistência do governo cubano e incentivado uma desconfiança grave da política externa americana nos anos que se seguiram.


Como visto no Ah Dúvido que adaptou do Uphaa